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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Receita: Macarrão de abobrinha

Se tem uma receita que gosto muito no verão é o falso macarrão, que no caso é um macarrão de abobrinha. Ele é um prato servido praticamente em temperatura ambiente, tornando-se uma ótima opção para aqueles dias em que uma comida quente não apetece, e ainda promove saciedade.
Assim que aprendi, acho que no ano passado, eu fazia um molho delicioso com a base de castanhas de caju para acompanhar. Esses tempos, experimentei um de abacate, que é bastante utilizado nos vídeos para essa receita em blogs estrangeiros. Tenho feito com essa segunda opção, que além de ser mais barata, é mais rápida.
Claro que você pode utilizar qualquer outro molho, mas essa receita pede um que tenha consistência pastosa, pois a abobrinha solta água, então um comum de tomate, por exemplo, não é o mais indicado.

Macarrão de abobrinha. Foto: Lucile / (a)flora.
Receita:
Ingredientes (macarrão de abobrinha):
- 1 abóbora italiana média por pessoa;
- 1 cenoura pequena por pessoa (opcional);
- Azeite de oliva.

Modo de Preparo:
Corte as abobrinhas e as cenouras em tiras (ver as considerações com dicas), mantendo-as em vasilhas separadas.
Coloque, aos poucos, a abobrinha cortada em uma frigideira com um fio de azeite. Esse processo é bem rápido, assim que a abobrinha ficar mais maleável, pode-se retirá-la.

Faça uma camada no prato com a base do macarrão de abobrinha e por cima outra da cenoura em tiras (crua).

Molho de abacate (serve duas pessoas):
- 1 abacate médio ou 2 avocados maduros (em temperatura ambiente, não refrigerado(s));
- 2 dentes de alho;
- 1 limão;
- Salsinha a gosto;
- 2 cm de alho poró (opcional);
- Um punhado de castanhas do Pará ou outra oleaginosa (opcional);
- Sal a gosto;
- Pimenta a gosto.

Modo de preparo:
Processe em um liquidificador o abacate, os dentes de alho, o sumo de um limão, a salsinha, o sal e a pimenta.  Retire a pasta e acrescente o alho-poró picado em tiras finas.
Coloque o molho por cima dos legumes e salpique as castanhas em pedaços por cima do prato.


Considerações:
Quando aprendi essa receita, utilizava uma faca para cortar as abobrinhas e as tiras não ficavam muito finas. Claro que dá certo fazendo assim, a interferência é, sobretudo, estética. No entanto, há dois utensílios que prefiro para esse fim, mas ambos tem seus prós e contras:

- Descascador de legumes em espiral: a abobrinha necessariamente tem que ser pequena ou média, pois uma grande não vai caber no equipamento. Até a metade do legume funciona super bem, e o melhor é que as tiras ficam arredondadas e em um tamanho maior que o comprimento da abobrinha, justamente por ir contornando-a. Depois da metade, fica difícil de girar o legume e acabo por terminar com faca ou o utensílio que falarei a seguir.

- Descascador de legumes em tiras: O ponto positivo é o fácil manuseio e o negativo é que no miolo, onde ficam as sementes, é quase impossível fazer as tiras, o que me faz reservá-lo para algum molho ou caldo posterior.

Quanto ao molho, pode-se inovar a partir da pasta base... Dificilmente repito exatamente os mesmos ingredientes, às vezes coloco cogumelos salteados, acrescento folhas de espinafre junto com o abacate, etc... O legal é que feito de forma simples fica igualmente gostoso! Faça de acordo com seu paladar!

Macarrão de abobrinha com cogumelos. Foto: Lucile / (a)flora.


Bom apetite!

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Receita: Suco de inhame (taro)

Mais uma opção para substituir o leite em receitas e no café da manhã. O suco de inhame, ou leite como alguns chamam, é muito versátil, tem um sabor leve e fica bom tanto puro quanto batido com frutas ou quentinho com café...

O inhame, assim chamado no sul, corresponde ao taro em outras regiões do país. Para não haver dúvida, trata-se de Colocasia esculenta, que está na foto abaixo.

Suco de inhame/taro. Foto: Lucile / (a)flora.

Há diversas receitas na internet em que o inhame, para essa finalidade, é consumido cru, previamente demolhado ou não. Eu mesma faço assim de vez em quando, deixando-o de molho, descascado, por 8 horas. Entretanto, é preciso atentar-se para o fato de que o inhame contém cristais de oxalato de cálcio, assim como outros alimentos. Há muita controvérsia sobre o quanto faz mal consumi-lo cru, mas existem relatos de pessoas com forte reação e intoxicação, portanto, deve-se evitar correr esse risco. Nesse sentido, duas publicações sobre alimentos do Brasil indicam o cozimento desse rizoma antes da ingestão:
Uso culinário: os rizomas são consumidos após cozimento para eliminar a ação urticante nas mucosas da boca e da garganta, causada por cristais de oxalato de cálcio (BRASIL, 2015, p.359)
e
As cultivares são classificadas em “mansas” ou “bravas” (coçadoras), de acordo com as concentrações de oxalato de cálcio. As cultivares “mansas”, com menores teores, mais conhecidas são: Japonês (pecíolo verde, nervura central arroxeada, rizoma ou “cabeça” de tamanho médio com “dedos” grandes); Chinês (pecíolo verde, nervura central inferior verde, rizoma ou “cabeça” pequeno com “dedos” pequenos, túnica roxa escura, caule roxo, polpa branca) e Macaquinho (pecíolo roxo, rizoma ou “cabeça” pequeno, de menor aceitação no mercado). As cultivares Branco e Rosa, do grupo denominado de “bravo” ou “coçador”, devido ao sabor acre ou picante apresentado pelos rizomas e pelas folhas, são utilizados na alimentação de suínos. A cultivar Cem por Um apresenta grande número de rizomas flhos/planta, fato que gerou a sua denominação “Cem por Um”, sendo uma planta de menor porte que as anteriores, com folhas mais claras e menores.
(...)
Taro (Inhame): Os rizomas são consumidos, em preparos cozidos, assados ou em produtos de panificação
(BRASIL, 2010, p. 21 e 87)
Dito isso, seguiremos com uma receita segura para o consumo.

RECEITA

Ingredientes:
- 3 inhames médios;
- 750 ml de água filtrada.

Modo de preparo:
Descasque e corte ao meio os inhames, deixando-os de molho por 8 horas.
Lave-os em água corrente (forma-se uma película gelatinosa em volta dos pedaços).
Em uma panela, coloque os pedaços com água suficiente para cobri-los. Deixe levantar fervura e aguarde pelo menos cinco minutos com a panela sempre destampada. Desligue o fogo e espere a água esfriar, descartando-a após.
Passe, novamente, os pedaços de inhame em água corrente e transfira-os para o liquidificador junto aos 750ml de água filtrada. Bata até o líquido ficar homogêneo. Está pronto!

Opcional: Coe a bebida em um pano limpo (eu uso um coador grande de pano de café, que é exclusivo para os leites vegetais). Eu prefiro o suco de inhame assim, muda bastante o gosto, não somente a textura. Mas, vale experimentá-lo antes de filtrar para ver se agrada ao paladar.

Dura aproximadamente 3 dias na geladeira.
Se optar por coá-lo, o resíduo pode ser incorporado ao feijão ou para engrossar algum caldo, e seu uso deve ser, preferencialmente, imediato, correndo-se o risco de estragar em caso de espera.

Bom apetite!

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Referências:
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Manual de hortaliças não-convencionais. Brasília: Mapa/ACS, 2010. 92 p. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/vegetal/Qualidade/Qualidade%20dos%20Alimentos/manual%20hortali%C3%A7as_WEB_F.pdf Acesso: 08/11/2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentos regionais brasileiros. 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 484 p. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/livro_alimentos_regionais_brasileiros.pdf Acesso: 08/11/2016.


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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Receita: Nibs de cacau

Mais uma receita super fácil e que exige tempo para o preparo...

Os nibs de cacau são as sementes do cacau em fragmentos. São vendidos em lojas de produtos naturais e são super caros, por isso nunca comprei, embora tivesse a curiosidade de experimentá-los. Eis que encontro um fruto de cacau em Porto Alegre... Que alegria!! Creio que a maior dificuldade dessa receita seja essa, encontrar o fruto para vender em lugares que não é produzido.

Cacau. Foto: Lucile / (a)flora.

O gosto do cacau é inexplicável... Uma mistura de azedinho com um fundo doce, um sabor delicado, a textura da polpa é aveludada... Um luxo! 

Pesquisando sobre como fazer os nibs, li que é preciso fermentar as sementes antes. Assim, pode-se deixar a polpa inteira para o processo. Eu jamais faria isso porque é perder a oportunidade de saborear esse fruto... Então, para consumir a polpa, você pode espremer as sementes, tomando o sumo, ou comê-las diretamente, como um "drops". Como eu fiz para o meu próprio consumo, não vi problemas em colocar as sementes diretamente na boca... Além disso, é uma delícia arrancá-las assim...
Bom, mesmo depois de espremê-las ou chupá-las, restará polpa ao redor da semente, que não deve ser retirada, pois ajudará no processo de fermentação.

Ingrediente:
Cacau

Modo de preparo:
Coloque as sementes submersas em água filtrada em um recipiente coberto por um pano limpo. Deixe-as fermentar por alguns dias (eu deixei cinco dias). Após, descarte a água. Coloque as sementes sobre um pano limpo em algum lugar ventilado e com sol (não precisa retirar a casca). Espere que elas sequem naturalmente (deixei por uma semana porque aqui o tempo está instável).
Depois de secas, coloque-as em uma panela de ferro (ou outra de sua preferência) em fogo baixo, mexa até que as cascas fiquem fáceis de remover (não deixe muito tempo, pois ficarão mais amargas). Desligue o fogo e retire as cascas manualmente.
Para transformá-las em fragmentos, utilizei um socador, partindo-as na própria panela. Nessa hora as sementes liberam um aroma delicioso de chocolate. A semente quebra com muita facilidade, então você pode controlar o tamanho que deseja consumi-la. 

Nibs de cacau. Foto: Lucile / (a)flora.

Os nibs têm um sabor um pouco amargo, que lembra café. Normalmente coloca-se por cima de sobremesas, como iogurtes, cremes ou até mesmo por cima de bolos.
O rendimento é pequeno, deve ter dado algo em torno de 100g a 150g.

Bom apetite!

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Referência:
http://come-se.blogspot.com.br/2014/07/como-fazer-chocolate-partir-das.html

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Receita: Sagu de chia

A primeira vez em que experimentei o sagu de chia foi em um restaurante vegano em Porto Alegre/RS. De primeira, achei sensacional o sabor, decifrando os ingredientes que são apenas dois (podendo-se adicionar outros). O único "segredo" é descobrir a quantidade certa de cada item para que a textura fique adequada.

Sagu de chia com leite de coco.
Foto: Lucile / (a)flora.

Ingredientes:
- 3 colheres de sopa bem cheias de sementes de chia;
- 150 ml de suco de uva integral;
- cravo (opcional);
- coco fresco (opcional);
- leite de coco (opcional).

Modo de Preparo:
Coloque as sementes de chia em uma peneira fina e lave com água corrente. Deixe-as escorrer.
Em um pote pequeno de vidro com tampa (eu uso esses de geleia), despeje o suco de uva integral, acrescentando as sementes de chia e dois cravos. Tampe o pote de vidro e chacoalhe o recipiente de modo a  misturar bem os ingredientes. Coloque na geladeira. Após 4 horas, mexa novamente.
Fica pronto em cerca de 8h.

Depois que está pronto, pode-se acrescentar a cobertura líquida, se assim o desejar. Primeiramente, se necessário, transfira o sagu para o recipiente em que irá servi-lo. 
Eu achei um coco fresco por aqui, o que não é fácil, então cortei algumas lascas e coloquei na parte de cima. 

Sagu de chia com lascas de coco.
Foto: Lucile / (a)flora.

Experimentei, ainda, acrescentar o leite de coco caseiro. Gostei muito dessa forma, pois ele tem um sabor delicado. É importante salientar que a concentração e a quantidade do leite de coco irão influenciar na textura do sagu no momento em que se come, misturando as duas partes. Se você não quer que fique muito líquido, faça o leite com menos água ou coloque uma quantidade menor por cima do sagu. Também pode-se fazer o sagu um pouco mais firme, usando 4 colheres de sopa cheias de sementes.

Rendimento:
Uma porção.

Bom apetite!

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terça-feira, 26 de julho de 2016

Receita: Tapioca Três Grãos

Tapioca é uma delícia... Vai bem com doces e salgados, além de substituir o pão no café da manhã, em lanches ou no jantar.

Que tal deixá-la mais nutritiva?

Tapioca Três Grãos. Foto: Lucile / (a)flora.

A primeira vez que vi essa receita foi no lindo blog Papacapim (o link da receita está no final do post). Eu a modifiquei um pouco e atualmente faço a olho, mas é bom começar medindo os ingredientes, pois interfere na liga da goma.

Ingredientes:
- 4 colheres de sopa de farinha de tapioca;
- 1 colher de chá  de gergelim;
- 1 colher de chá de linhaça;
- 1 colher de chá de aveia em flocos (de preferência finos).

Modo de fazer:
Peneirar a goma de tapioca. Juntar os outros ingredientes e misturar bem.
Coloque a mistura em uma frigideira média (não deixar espaço entre os grãos), formando uma camada uniforme. Ligue o fogo em temperatura baixa. Quando a goma se formar (a tapioca soltar da frigideira), vire o lado e deixe cozinhar rapidamente. É importante ficar atento, pois quando a tapioca queima o gosto fica muito ruim...

Rende 1 porção.
Sirva com o recheio que preferir. Adoro com guacamole (essa receita serve quatro tapiocas).

Bom apetite!

Observações:
a) Se você olhar a receita original, verá que a Sandra faz o processo de outra forma, aquecendo a frigideira antes. Eu não consigo fazer assim, talvez por trabalhar com outro material, acabo queimando. Então, caso de um jeito não dê certo, tente do outro.
b) Recentemente,  a proteste realizou análise de algumas marcas de tapioca comercializadas. Confira as marcas reprovadas (e também uma receita caseira de farinha de tapioca): http://canaldocampoamesa.com.br/analise-aponta-problemas-na-tapioca-quase-caseira/

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Referência:

Receita: Guacamole

Passei quase metade da vida acreditando que não gostava de abacate. Na infância, meu pai fazia uma batida de abacate com leite e açúcar que eu simplesmente detestava! Então, tudo que levava abacate não me despertava interesse.
Muitos anos depois, fui na casa de uma amiga, que serviu guacamole com torradas. Assim, obriguei-me a experimentar... E amei!!! Descobri que abacate na versão salgada é completamente diferente e hoje é um item coringa nas minhas receitas de pastinhas. 

Acho que quase todo mundo conhece essa receita mexicana, mas aqui registro a minha versão.
*Esqueci de colocar uma folhinha de salsinha para enfeitar o prato... rs*

Guacamole. Foto: Lucile / (a)flora.
Ingredientes:
- 1 avocado (ou meio abacate) bem maduro;
- 1 cebola pequena;
- 1 dente de alho pequeno;
- 1 punhado de salsinha (e/ ou coentro);
- 1 tomate (eu não tiro a casca, nem as sementes);
- 1/2 limão;
- pimenta malagueta (ou outra) a gosto;
- Pitada de sal .

Modo de Preparo:
Retire a polpa do avocado, amasse com um garfo e reserve. 
Corte a cebola e o alho (retire o bulbo) em pedaços bem pequenos. Coloque em um recipiente com água morna por cerca de três minutos. Escorra bem a água (deixe em uma peneira enquanto prepara o resto). Pique o tomate, a salsinha e a pimenta (pode ser pimenta em pó).
Adicione esses ingredientes à pasta de avocado e misture bem. Acrescente o sumo de meio limão e uma pitada de sal, mexa novamente.
Está pronto!

Sirva com tortilhas de milho, tapioca, torradas ou o que preferir!

Bom apetite!

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domingo, 17 de julho de 2016

Receita: Petisco de grão de bico

Que tal um petisco de grão de bico crocante?
A receita é muito simples, mas requer um certo planejamento, visto que o grão de bico deve ficar de molho previamente.
Aperitivo que vai super bem com uma cerveja, ideal para aqueles dias em que almoçamos mais tarde... Mas, também, serve como salgadinho para as crianças! 
 
Petisco de grão de bico. Foto: Lucile / (a)flora.


Ingredientes:
1 xícara de grão-de-bico cru
~ ½ xícara de azeite de oliva
1 colher de café de sal
2 colheres de chá de temperos

Modo de Preparo
Coloque o grão de bico em um recipiente com o dobro de água e deixe hidratar por 8 horas.
Após, descarte a água e lave bem os grãos.
Coloque os grãos em uma panela de pressão* com água, de modo que os cubra em pelo menos três dedos, em fogo médio. Quando a panela começar a chiar (pegar pressão), espere 20 minutos. Desligue o fogo e aguarde a pressão sair naturalmente.
Escorra os grãos**. Deixe-os secar em uma peneira.
Assim que os grãos estiverem secos, coloque-os em uma vasilha (não precisa retirar a pele). 
Adicione ao azeite o sal e os temperos (eu usei alecrim fresco picadinho, uma mistura de ervas secas pronta e cúrcuma ralada). 
Coloque a mistura com azeite sobre os grãos, misturando bem. 
Distribua os grãos em uma forma e leve ao forno, em fogo médio (pré-aquecido a 180º), por cerca de 40 minutos. Na metade do tempo, aos 20 minutos, mexa com uma colher de pau ou espátula para que fiquem igualmente temperados e dourados.
O petisco estará pronto quando os grãos estiverem crocantes.

Se necessário, guarde em um pote hermeticamente fechado.

Rende cerca de duas xícaras.

Bom apetite!

*É possível fazer sem panela de pressão, mas levará mais tempo. Nesse caso, controle o cozimento provando, cuidando para que os grãos não fiquem muito moles.
**Reserve a água do cozimento no freezer para fazer um caldo de legumes natural e caseiro, ou na geladeira para aquafaba, uma "clara em neve" vegana. Ainda não postei aqui no blog, mas no link da receita original há explicação de como utilizá-la para esse fim.

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Referência:

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Receita: Creme de moranga cabotiá

O frio está de volta... Qua tal um creme de moranga super prático?
Essa receita não é algo novo, mas justo pela sua simplicidade pode ser esquecida... Leva poucos ingredientes, é barata e rápida! Muito boa para os dias em que estamos apressados (ou com preguiça), mas não queremos abrir mão de algo saudável.

Creme de moranga cabotiá. Foto: Lucile / (a)flora.

Ingredientes:
- 1 cebola média;
- 2 dentes de alho;
- Um pedaço de gengibre (cerca de 1 centímetro);
-  1/2 moranga cabotiá média.
- 1 maço de salsinha

Modo de Preparo:
Lave bem a casca da moranga. Em seguida, corte-a em fatias médias (ajudará no processo de cozimento). Coloque em uma panela com água, cobrindo-as totalmente. Retire com uma escumadeira quando estiverem macias. Separe a polpa da casca com ajuda de uma colher (se a moranga for orgânica, guarde as cascas no freezer para fazer um caldo de legumes natural). Reserve a água do cozimento.
Corte a cebola em pedaços pequenos e refogue até que fique dourada. Acrescente o alho, igualmente picado. Adicione a moranga e mecha. Acrescente o gengibre (ralado e sem casca). Quando a mistura estiver homogênea, adicione a água do cozimento aos poucos com ajuda de uma concha. Mecha sempre antes de colocar mais água. Espere a textura ficar na consistência desejada e desligue o fogo.
Coloque a salsinha picada por cima e está pronto!
Opcional: As sementes são comestíveis. Eu as separo depois do cozimento e dou uma leve tostada em uma frigideira com um fio de óleo. Depois, acrescento ao creme pronto.

Rende cerca de 4 cumbucas pequenas.

Bom apetite!

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Pipoca Doce (duas versões veganas)

Dia de estudos e leitura em casa... Ainda em clima de São João, nada como uma pipoca doce para acompanhar.

Ingredientes:
Pipoca:
- 75g milho para pipoca - de preferência orgânico/ não transgênico (rende quatro porções pequenas);
- Um fio de óleo para estourar.

Modo de preparo:
Esquente o óleo, adicione a pipoca, tampe a panela em fogo médio e espere o milho estourar.
Reserve.

Cobertura de chocolate (rende duas porções pequenas):
- 5 colheres de sobremesa de açúcar mascavo;
- 1 colher de sobremesa de alfarroba (ou cacau em pó);
- 1/3 copo de água.

Modo de preparo:
Misture os ingredientes e mexa em fogo médio/baixo até formar uma calda. Imediatamente escorra sobre a pipoca e mexa delicadamente para espalhar a cobertura.
Foto: Lucile / (A)FLORA

Cobertura de Coco (rende duas porções pequenas):
- 1 colher de sopa de óleo de coco (ou 1/3 de copo de água);
- 5 colheres de sopa de açúcar mascavo;
- 3 colheres de sopa de resíduo do leite de coco caseiro (ou coco ralado);

Modo de preparo:
Coloque em uma panela o óleo de coco (ou a água) e o açúcar mascavo. Mexa até formar uma calda e então adicione o resíduo do leite de coco ou o coco ralado. Imediatamente escorra sobre a pipoca e mexa delicadamente para espalhar a cobertura.
Eu demorei um pouco para colocar a cobertura, o que dificulta espalhá-la sobre a pipoca.

Foto: Lucile / (A)FLORA.
Essa segunda versão foi uma adaptação de uma receita da Bela Gil.

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Referência:

sábado, 25 de junho de 2016

Leite de Coco

Para quem é vegano ou possui algum tipo de alergia ao leite de origem animal, o leite de coco caseiro é uma receita bem conhecida. O "leite vegetal" é uma alternativa ao leite, variando conforme o(s) ingrediente(s) escolhido(s) (normalmente alguma oleaginosa). Embora eu não seja vegana e nem vegetariana, nunca apreciei o leite de vaca, e, hoje, pela forma com que é produzido, não vejo motivos para consumi-lo.
Entre os leites vegetais, um dos meus preferidos é o leite de coco caseiro, que difere bastante do que compramos em supermercados, que não é voltado para o consumo puro. A textura é mais fluida, pois o industrializado contém espessante, e o gosto mais suave, porém com o coco mais acentuado. Fica uma delícia como acompanhamento de frutas, pães ou bolos no café da manhã ou no lanche da tarde. Igualmente, batido com frutas ou substituindo o leite animal em receitas (só é preciso cuidar a consistência e, se necessário, adicionar algum espessante natural como ágar-ágar ou goma xantana, por exemplo).

Foto: Lucile / (A)FLORA.
Eu moro no Rio Grande do Sul e por aqui é mais difícil encontrar coco fresco, mas consigo o coco ralado e congelado, o que é suficiente para a receita. Compro um pacote de 500g e uso para duas feituras. Para isso, tenho que retirá-lo do congelador uns quinze minutos antes, pois facilita quebrá-lo em duas partes e, também, no processar.
A quantidade de água varia conforme o gosto, eu prefiro mais concentrado... Percebo que nas receitas, normalmente, usa-se uma parte de coco para quatro de água, ou seja, 250g de coco para 1 litro de água, eu uso uma parte de coco para três partes de água.
Uma dica para o inverno é usar a água morna, pois o coco é gorduroso e com água na temperatura ambiente, agora fria/gelada, perde-se bastante óleo, que fica no copo do liquidificador e também no coador.

Ingredientes:
250g de coco ralado e congelado;
750 ml (ou 1 litro) de água filtrada em temperatura ambiente (ou morna em dias frios).

Modo de preparo:
Descongelar o coco por aproximadamente 15 minutos.
Bater os ingredientes no liquidificador por cerca de 3 minutos.
Passar o leite por um coador de pano (desses de café), espremendo para retirar o máximo de líquido possível.
Em seguida, armazenar o leite de coco na geladeira, de preferência em jarra de vidro com tampa. É normal que ele fique bifásico, basta mexer com uma colher para que fique homogêneo. Dura cerca de 3 a 5 dias.

Foto: Lucile / (A)FLORA.
Com o resíduo prepara-se a farinha de coco, que por sinal é super cara, pelo menos aqui. Apenas coloca-se o resíduo em fogo baixo na frigideira. Deve-se mexer sempre, até que o coco fique seco (quando ele começar a dourar, desligar). Também deve ser conservado na geladeira (já deixei fora e mofou). Utiliza-se em massas de bolos, para salpicar vitaminas, etc.

Foto: Lucile / (A)FLORA.
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sábado, 11 de junho de 2016

Receita: Torta de Limão (sem leite condensado)

Sou uma formiguinha, mas, sempre que possível, opto por doces mais saudáveis, sem açúcar refinado, por exemplo.

Essa receita de torta de limão é da Bela Gil, super rápida de fazer e fica muito gostosa. O azedinho do limão fica mais pronunciado nessa versão sem leite condensado. 

Foto: Lucile / (A)FLORA
Ingredientes:
Massa:
1 ½ xícara de farinha de aveia
2 colheres (chá) de linhaça
2 colheres (sopa) de melado de cana
2 colheres (sopa) de óleo de coco
Pitada de sal marinho

Recheio:
1 ½ xícara de castanha de caju crua, demolhada por cerca de 8 horas
1/3 xícara de sumo do limão
½ xícara de melado de cana
4 gotas de óleo essencial de baunilha ou 1 colher (chá) de extrato de baunilha* (opcional)
1 colher (sopa) de raspas de limão

Modo de preparo:
Massa:
Em uma tigela grande, misture o melado, o óleo de coco, a linhaça e a farinha de aveia.
Abra a massa em uma assadeira de fundo removível (forma pequena).
Asse por 15 minutos, em fogo médio/baixo,  e deixe esfriar.

Recheio:
Bata todos os ingredientes do recheio (exceto as raspas de limão) em um liquidificador ou processador de alimentos até obter uma massa lisa.

Montagem:
Arrume o recheio sobre a massa já desenformada.
Decore com frutas vermelhas, raminhos de hortelã e raspinhas de limão.

Fiz pequenas alterações na receita original: substituí o ghee (manteiga clarificada) pelo óleo de coco, e usei óleo essencial no lugar do extrato de baunilha.
*Para título de informação, o extrato de baunilha normalmente vendido em supermercado não é natural. Inclusive, a baunilha só está presente no aroma e de forma sintética. O "real extrato" pode ser feito em casa (clique aqui), e acredito que seja possível encontrar um de boa qualidade pesquisando. Eu adquiri há um tempo o óleo essencial, que é 100% natural, além de super concentrado. Ele é caro, custa em torno de 100 reais 10ml, mas gasta-se muito pouco, 4 ou 5 gotas são suficientes para um bolo ou uma torta, etc. 

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Referência:

terça-feira, 17 de maio de 2016

Bolo de Laranja (vegano, sem glúten e sem lactose)

Inverno chegando e a vontade de comer lanchinhos acompanhados por uma bebida quentinha aumenta. Nada melhor do que um bolo! Dificilmente gosto de bolos cítricos, mas para essa receita tive que dar o braço a torcer. Liberado para veganos e alérgicos ao glúten ou à lactose... 

Foto: Lucile / (A)FLORA



Foto: Lucile / (A)FLORA

Ingredientes

Mistura Seca
1/2 copo de amido de tapioca
3/4 copo de fécula de batata
2 copos de farinha de arroz
1/2 de colher de chá de goma xantana
1 1/2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de fermento em pó
1 +1/4 copo de açúcar (usei o demerara)

Mistura Líquida
2/3 copo de óleo vegetal (usei amendoim)
1 copo de suco de laranja
1 copo de leite de coco
2 colheres de chá de vinagre de maçã
5 gotas de óleo essencial de laranja doce - diferente de essência (opcional, mas acentua o sabor)*
3 colheres de sopa de casca de laranja ralada

Modo de Preparo
1. Pré-aqueça o forno a 180C. Unte a forma com óleo e polvilhe com farinha de arroz.
2. Em um recipiente, misture bem todos os ingredientes secos. Em outro recipiente, adicione todos os ingredientes líquidos e mexa até incorporar.
3. Despeja a mistura líquida na seca e bata com auxílio de um fuet, garfo ou batedeira até que a massa se forme.
4. Coloque a massa na forma e asse em temperatura de 180ºC por aprox. 45 minutos ou até que o bolo fique dourado (faça o teste do palito, ficando-o no centro do bolo e veja se sai seco).
Essa receita adaptei do link abaixo. Eu apenas troquei o amido de milho (que só encontro transgênico) por fécula de batata, não usei a essência de baunilha, por ser sintética e acrescentei óleo essencial. Não segui a cobertura por não gostar de tofu (embora pareça muito boa!), então aproveitei uma polpa de butiá que tinha em casa e fiz um creme. Pra finalizar, flores de capuchinhas (sabor picante). Mesmo sem cobertura o bolo fica muito gostoso.

*Certifique-se da qualidade do óleo essencial. Entre em contato com a marca e verifique se ele pode ser ingerido. É recomendado que se consulte um aromaterapeuta antes da ingestão de óleos essenciais.

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